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Bartolomeu Confessor OLIVEIRA ®
(cerca de 1850-)
Francisca Maria Costa PIRES ®
Lourenço Joaquim PIRES
(1857-cerca de 1929)
Clara Sousa de OLIVEIRA
(1852-cerca de 1938)
Manuel Bartolomeu OLIVEIRA ®
(1880-1937)
Maria da Piedade de Oliveira PIRES ®
(1885-1956)

José Zito OLIVEIRA ®
(1922-2022)

 

Relações da família

José Zito OLIVEIRA ®

  • Nascimento: 16 Dez 1922, Ribeira Grande, Santo Antão, Cape Verde
  • Óbito: 16 Jan 2022, Brasília, , Distrito Federal, Brazil com 99 anos de idade
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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:

• Estado civil: solteiro, 1956. cf. ficha de emigração nesta página

• Profissão: carpinteiro, 1956. cf. ficha de emigração nesta página

• Residência, 1956, Lisboa, , Lisboa, Portugal. cf. ficha de emigração nesta página



• emigração: admitida em carácter permanente, 1956, Brasil.



• Obituário: Nota de pesar da Embaixada de CV em Brasília, 16 Jan 2022. " Honra a quem merece
Foi promovido à Glória neste domingo, o primeiro membro da Igreja do Nazareno do Brasil, o cabo-verdiano Rev. José Zito de Oliveira. Aos 99 anos de idade.
Natural da Ribeira Grande, Santo Antão, ele emigrou para o gigante sul-americano em 1956.

A Embaixada de Cabo Verde em Brasília emitiu um comunicado a honrar esse cabo-verdiano marcante e a apresentar os seus pêsames.
Que Deus console a esposa, filhos e toda a família.
"Felizes os que dormem com Deus", é a nossa esperança. "

Por Alvaro Ludgero Andrade no FaceBook

• Nota biográfica: um excerto de “Família Jardim – O Segredo” ( © Todos os direitos reservados). publicado no Facebook de Sónia Jardim em homenagem ao seu tio-avô no dia seguinte ao falecimento

"... viajou, em Março de 1956, de Cabo Verde rumo à Argentina com passagem por Lisboa. Na Argentina iria iniciar a sua preparação para Reverendo no Instituto Bíblico Nazareno de Buenos Aires. Chegado ao Uruguai, as autoridades argentinas começaram a fazer o serviço de imigração dos passageiros com destino a Buenos Aires. José mostrou o seu passaporte e toda a documentação ao oficial da imigração Argentina. No entanto, foi informado que teria que aguardar sentado, ao lado da fila. Além dele, somente uma senhora espanhola viu também a sua documentação retida. Depois de semanas de viagem, o navio chegou, finalmente, a Buenos Aires. Antes que o barco atracasse no porto em Buenos Aires, José foi transferido de camarote e um guarda ficou à sua porta. Todos desembarcaram sem saber o que lhe tinha acontecido e a senhora espanhola também conseguiu desembarcar, uma vez que tinha uma filha na Argentina. A partir de então, José ficou só naquele barco, estando apenas acompanhado de um guarda entre as seis e as dezoito horas e de um outro guarda, no turno das dezoito às seis horas da manhã. Sempre acompanhado por um guarda, até mesmo para ir à casa de banho e ao refeitório. Aquela situação era bastante aborrecida e intrigante, até porque a sua documentação encontrava-se toda legalizada. Quando conseguiu obter esclarecimentos foi informado que não pudera desembarcar porque tinha tracoma (doença oftalmológica crónica, de origem bacteriana, que compromete a córnea e a conjuntiva, levando à fotofobia, dor e lacrimejar), parecer que foi dado mesmo sem ter sido visto por qualquer médico. Segundo as autoridades argentinas, uma pessoa de pele morena não podia ter os olhos azuis como os dele. José alegou que tinha nascido com os olhos azuis de sua mãe. No entanto, continuou impedido de desembarcar e, apesar dos esforços desenvolvidos por familiares e amigos que viviam em Buenos Aires, foi obrigado a regressar a Lisboa. A aventura ainda não terminara e o responsável pelos portugueses a bordo contactou o meio-irmão de José, Lauro, o qual obteve autorização junto das autoridades brasileiras para que ele desembarcasse em Santos, Brasil, mas, uma vez mais, viu-se impedido de desembarcar, pois o comandante alegou que teria que pagar uma multa de mil dólares, caso ele ficasse no Brasil ou não chegasse a Lisboa.
O barco atracou ainda no Rio de Janeiro e, tal como já acontecera, José esteve sempre escoltado por guardas. Após um mês e oito dias, chegou a Lisboa. Em Lisboa, contactou o seu irmão mais velho, António Manuel de Oliveira que morava em Santo André, São Paulo, Brasil e, mais uma vez, todo o processo de legalização da sua viagem foi formalizado, agora, pelo seu irmão António. Antes de regressar ao Brasil, José apresentou queixa junto do embaixador argentino em Lisboa. Como justificação, o embaixador referiu que José chegara, efectivamente, doente à Argentina e na viagem de regresso tinha-se curado. No entanto, em Lisboa, ele foi ao melhor especialista de oftalmologia, o qual não encontrou qualquer vestígio de doença. Veio depois a saber a verdadeira razão de tal aventura, a qual prendia-se com questões políticas: a carta de chamada para o Instituto Bíblico Nazareno fora emitida em 1955, ano em que o Presidente Juan Domingo Perón foi deposto, terminando a sua ditadura. José tinha chegado a Buenos Aires em Abril de 1956, numa época de grande tumulto político e desconfiança quanto a estrangeiros vindos de países que viviam sob ditaduras. Cabo Verde era uma possessão portuguesa e vivia sob a ditadura de Salazar. Finalmente, a 11 de Julho de 1956, desembarcou no porto de Santos, Estado de São Paulo.
A Igreja Nazarena no Brasil desenvolveu-se com um grande suporte de pastores cabo-verdianos, oriundos sobretudo de
Santo Antão, e José Zito foi um dos primeiros pastores cabo-verdianos que chegaram ao Brasil. A 19 de Março de 1962 casou com Zilta Rocha de Carvalho oriunda de uma família com posses, licenciada com dois cursos superiores, um deles de Letras Clássicas, trabalhou para o Governo e foi uma das responsáveis pela introdução no Brasil do conceito de formação à distância, após ter feito um curso de especialização em Tecnologia da Instrução nos Estados Unidos."


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