Luís Pires de BASTOS ®
(1907-)
Justina Paula da SILVA ®

Luís da Silva BASTOS ®
(1940-2016)

 

Relações da família

Luís da Silva BASTOS ®

  • Nascimento: 2 Nov 1940, São Lourenço dos Órgãos, Santiago, Cabo Verde
  • Óbito: 31 Ago 2016, Praia, Santiago, Cabo Verde com 75 anos de idade
  • Sepult.: Set 2016, Praia, Santiago, Cabo Verde
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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:



• Atividade desportiva: futebolista, em 1958, em Praia, Santiago, Cabo Verde. Equipa do Liceu Adriano Moreira. Na fotografia, da nossa esquerda para a direirta:

De pé: · João José Vieira · Betinho Melo · Jabuto (Guiné Bissau) · Emídio Fontes · Tozé Bastos e · Jorge Pedro Évora.

Agachados: · Beto di Pimpim · Luís Bastos · Daniel Brito · Olivério e · Duia.



• Foto fardado: 1958, [Place]. Em 1964, concluiu o serviço militar e retornou a Cabo Verde



• Em 1961 frequentava Turma do 4º Ano B, Liceu Adriano Moreira em Praia, Santiago, Cabo Verde. Aula de Inglês da professora Fernanda Menezes Marques (Funha) que se encontra de pé ao fundo e de óculos.

Luís Bastos está ao fundo da sala, do lado direito da professora (esq. da foto), sorrindo e olhando para a câmara.



• Atividade desportiva: futebolista, em Praia, Santiago, Cabo Verde>. Na fotografia, da nossa esquerda para a direirta:

De pé
: · Djinga Maia · Lecy · Zé Calçada · J.José · Albino · Benvindo · Agusto · Heitor · Ivo · Djudja.

Agachados: · D. Cabral· Henriquinho· Mundinho · Luís Bastos ·Toizinho · Zezinho (Fogo).



• Atividade desportiva: futebolista do Académica da Praia, em Praia, Santiago, Cabo Verde>. 1
Percorrendo a fotografia da nossa esquerda para a direita:
De pé:· Aquilino Dupret,· Mário Ticha, · Vavá Terezinha ,· Heitor,· Tú Bexu, · Benvindo Fonseca , · Gigi , · João José e Chico Évora
Agachados:· Alcides Barros, · Mundinho , · Nony , · Luís Bastos e · Alberto Salazar



• Foto jovem: com o irmão, ambos futebolistas da MICÁ.



• Atividade lúdica: também jogou futebol em times de amigos.
De pé
, da nossa esq./direita: · Izildo Silva · Diminguinho · Luís Bastos ·Chiquinho · Carlos Veiga e Ney Brazao.
Agachados, da nossa esq./direita: · Luis di Ma · Fortinho · Caré e · Óscar Duarte



• Foto em grupo: O 2º da esq. Sentado, entre estudantes de Agronomia, em Santarém, Ribatejo, Portugal>. "Na posição de pé, da esquerda para direita: Tony Almeida, Luciano Goncalves, Luis Bastos, Amadeu Pires Monteiro, Joãozinho Ramos "Cabide". Na posicao sentados: Mário Augusto "Culu" irmão do João Barbosa (falecido), Vital Silva (brother do Isildo), e o António Pinto Frederico (Fuba: falecido)"

Declaração de Luciano Gonçalves no FB em 22/6/2013, após as rectificações que se impunham, extraídas maioritáriamente dos comentários havidos (Fb)



• Categoria / função laboral: a 10 Out 1975 era como ajudante de contabilidade, em Praia, Santiago, Cabo Verde. Na EMPA - Empresa Pública de Abastecimento (cf. ao lado, um extrato do B.O. nº15 de 11.10.1975).

• Clip vídeo: 31 Ago 2016.
clique aqui



• Foto 3ª idade: 2016.

• Nota biográfica: por ocasião de seu falecimento,,. Tido como um dos melhores jogadores cabo-verdianos de sempre, Luís da Silva Bastos nasceu em 1940. Foi o ano em que também nasceu Edson Arantes do Nascimento "Pelé", o jogador brasileiro cuja técnica e capacidade atlética naturais foram universalmente reconhecidas e que durante a sua carreira ficou também famoso pela sua excelente habilidade de drible e passe, ritmo de jogo, poderoso pontapé, excepcional arte de cabecear e artilharia prolífica. Quando um dia foi abordado a propósito, Bastos virou-se para ele mesmo e nele reconheceu algumas destas características, experimentando uma comparação soberba com o antigo craque brasileiro e outros grandes do futebol mundial, dizendo: "se tivesse nascido na Europa, seria tão bom ou melhor que Pelé, o luso-moçambicano Eusébio, o alemão Backembauer, o francês Platini e toda essa malta".

SILÊNCIO! MORREU MAIS UM REI DA BOLA: ADEUS LUÍS SILVA BASTOS
E ele até esteve na Europa, quando em 1966 o Benfica o mandara buscar para o colocar ao lado de Eusébio, Simões, Coluna, José Augusto, Costa Pereira e outros, mas sem o consequente sucesso profissional, conforme se verá. Luis Bastos acabou por fazer o caminho de volta às ilhas, depois de ter treinado um ano na Luz, contentando-se em vir triunfar por aqui, valendo-lhe em 30 anos de futebol "o título de melhor futebolista cabo-verdiano de todos os tempos", segundo o jornalista desportivo Simão Rodrigues.

Pelo que se sabe, a Luís Bastos não interessava trilhar o futebol profissional. De resto, ele mesmo chegou a afirmar que seu desejo era estudar, razão pela qual tudo fez também "mas sem sucesso" para ingressar no Académica, uma forma de estar às portas de Coimbra e fazer um curso.

Filho de Luís Pires Bastos e de Justina Paula da Silva, nasceu no actual concelho de S. Lourenço dos Órgãos para residir na localidade de Quinta dos Serrados, conjuntamente com os pais e outros oito irmãos, três dos quais também jogadores. Muda-se depois para cidade da Praia e ensaiar por aqui os primeiros pontapés na bola.

Foi pelos Lusitanos que ele e o seu grupo (putos dos 12-13-14 anos) do Plateau disputavam jogos a nível dos subúrbios da Praia. Evolui, depois, para a equipa do Brasil, pelas mãos do irmão Funa Bastos (1955). Da primeira vez em que foi titular pelo Brasil, depois de uma primeira experiência como suplente, marca e ganha titularidade, voltando a marcar muitas vezes nos jogos seguintes.

ESTÁDIO DA VÁRZEA VEIO A SER ESTÁDIO LUIS BASTOS

O Estádio da Várzea, esse mítico palco pelado que viria a ostentar o seu nome em 1995 "Estádio Luís Silva Bastos" era o destino certo dos amantes "médios e grandes" da bola. E aqui Luís Bastos, ele mesmo um dos craques grandes, chegou muito cedo, com a primeira experiência pel'Os Travadores da Praia (1955). Seguem-se o Boavista e os Nazarenos. Maior dos magricelas magros do seu tempo, foi ganhando compleição física e traquejo, para se alinhar depois com sucesso pelo Vitória (1957), equipa para a qual, disse um dia, realizou sua melhor época, sobretudo num dos confrontos contra o Sporting da Praia. "Lembro-me de, aos 17 anos, num dos jogos contra o Sporting, termos ganho por 3-0, com todos os golos marcados por mim".

Passou, depois, pelos campos de S. Vicente, onde jogou pela Académica, para depois regressar à Praia, militando agora no Sporting, aos 18-19 anos, antes de seguir para Angola, onde cumpriu os serviços militares e jogou pelo Grupo Desportivo Atlético Juventude do Moxico (1958) e pelo Luso, da Vila de Luso (Angola).

Em 1964, concluiu o serviço militar e retornou a Cabo Verde, jogando pelas melhores equipas da Praia. Primeiro pela Académica (1964/65), na companhia de Duia, Miloy, Nhartanga, Nery, Tinta, Petchas, Caló Pires, Pompeu, Kiki, Orlando, Mário Rui Pais, Zé Rui Antunes, Magno, Tcheka, Caré, Vatche, Pedro, Gordon e outros, com José Antunes "Toca" no comando. Nesse ano, a Micá da Praia vence o seu primeiro campeonato de Cabo Verde, depois de derrotar, na final, o FC Derby (S. Vicente) por 3-2, após prolongamento (2-2 no tempo regulamentar). Como fino ponta de lança que era, mas um errante em campo, Luís Bastos marcou dois golos " o segundo golo (o que leva o jogo ao prolongamento) e o de desempate, agora no prolongamento (aos 118 minutos)". A cereja sobre o bolo, nessa mesma época, seria a conquista do Torneio de Preparação da Associação de Futebol de Santiago e a Taça Mundinho.

OS 10 GOLOS DE LUIS NUM JOGO QUE TERMINA EM 21-0

O seu primeiro ensaio para a selecção nacional dá-se nos anos 50, um jogo para a disputa da Taça Kwame Nkrumah, na Gâmbia. Uma selecção controversa, diga-se de passagem, comandada por Antero Barros, que acabou constituída somente por jogadores de S. Vicente. A história é contada em poucas palavras: Luís Bastos e Sabino (da Praia, Santiago) tinham sido chamados numa pré-convocatória. Depois dos primeiros ensaios, Barros dá-se de frente com um naipe de 19 bons jogadores e enfrenta a dura dificuldade de sacrificar um deles e cumprir a "lei dos 18 convocáveis". Vida dura para o treinador que opta por Luís Bastos e sacrifica o seu conterrâneo da ilha de Santiago: Sabino. Luís Bastos levanta o braço, pede a palavra, encosta o treinador à parede e põe a seguinte condição para continuar na selecção: "só fico se ficar o Sabino".

Aparentemente sem escolha, Antero Barros torce o nariz e manda de volta os dois jogadores santiaguenses, desvirtuando o carácter nacional de "selecção". Cabo Verde acabaria, ainda assim, por ganhar o jogo.
Na época de 1967-68, Luís Bastos inaugurou o inédito: marcou 10 golos numa única partida, jogo que dá o campeonato de Santiago à Micá, frente os Garridos (Santiago), por 21-0.

Depois da Académica, abraça o Boavista e, finalmente, o Sporting da Praia, onde termina a carreira, em 1990, aos 40 anos, portanto, sendo que seu último jogo foi contra o Vitória da Praia, saindo lesionado da partida para nunca mais jogar futebol.

Sobre este homem de fintas quase mágicas, o jornalista Álvaro Ludgero Andrade escreve, lembrando que "foi o primeiro jogador de Santiago "quem sabe de Cabo Verde?" a receber um salário que era pago por Djon Tuta, no valor de 800$00 mensais, além de bilhete gratuito de cinema, quando jogou pela Académica e pelo Boa Vista". E acrescenta: "dotado de uma técnica fabulosa e de uma rara inteligência, Luís Bastos deambulava por todo o terreno, fugindo às marcações impiedosas e buscando os golos que marcou de todos os tipos e feitios. Por exemplo, o golo mais bonito foi marcado num jogo de subúrbio, ao receber um cruzamento, saltou e, em vez de cabecear como todos esperavam, deixou a bola rolar no peito, atirando-a com o pé direito para dentro da baliza".

E ele parece responder nos seguintes termos, numa entrevista concedida ao jornalista Simão Rodrigues no ano seguinte: "Nasci com o futebol no corpo. Aperfeiçoei-me, trabalhava muito e, acima de tudo, gostava do futebol. Daí que tinha muita técnica, porque passava horas a brincar com uma bola de futebol".

Sem dúvidas um grande jogador que também jogou voleibol e vestiu a pele de treinador do Desportivo da Praia, Desportivo de Santa Cruz, Nó-Pintcha da Brava, Boa Vista da Praia e Travadores (1995).
Silêncio! Morreu o Rei: Adeus Luis da Silva Bastos

Por: José Mário Correia, autor de "Nas Rotas dos Tubarões Azuis "40 anos de história de Selecção Nacional"


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Fontes


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