Alfredo António MIRANDA ®
(1869-1947)
?? LIMA
João Batista Lima MIRANDA
Maria Amélia ÁLVARES

Nuno Álvares MIRANDA ®
(1924-2022)

 

Relações da família

Nuno Álvares MIRANDA ®

  • Nascimento: 23 Out 1924, Mindelo, (Nossa Srª da Luz) São Vicente, Cabo Verde
  • Óbito: 12 Jul 2022, Lisboa, , Lisboa, Portugal com 97 anos de idade
  • Sepult.: Jul 2022, Lisboa, , Lisboa, Portugal
imagem

Símbolo  Notas gerais:

Fonte da fotografia principal: consultar a referência nº 1

imagem

Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:

• Nota biográfica:,. Segue a transcrição da nota biográfica pela Infopédia da Porto Editora:

· Poeta cabo-verdiano, Nuno Alvares Miranda nascido a 23 de outubro de 1924, no Mindelo, S. Vicente, em Cabo Verde, evidencia-se no panorama literário cabo-verdiano através da revista Certeza (1944) - projeto literário social e ideológico de relevo, que este autor depois renegaria, partindo para uma poesia muito própria, escrita e sentida longe de Cabo Verde (em Lisboa).
· Na sua poesia pode constatar-se a curiosa existência de duas formas ambientais, dois cenários, dois meios, afastados entre si por diversos pormenores (pessoais e gerais), ligados apenas pela mão de um poeta que, mesmo estando numa grande cidade, sentia e pensava como um insulado, um ilhéu. Assim, como cabo-verdiano que é e nunca conseguiu deixar de ser, o poeta sente o clima físico da ilha e sente-o (em toda a sua envolvência: clima, mar, isolamento) num cenário completamente oposto: Lisboa.
· Ao longo de toda a sua poesia pode ver-se espelhado um conjunto de antagonismos existentes e sentidos entre a grande urbe e a ilha onde o poeta nasceu: poemas dedicados ao contraste entre a proximidade (íntima, mesmo) da gente que conversa à porta depois do jantar - hábito tão crioulo, tão cabo-verdiano - com a frieza e a distância do homem citadino; poemas dedicados ao tempo da ilha e ao tempo da cidade, revelando, sentidamente, como o tempo largo, lento, espaçado de Cabo Verde se opõe ao tempo "esvoaçante", quase incontrolável, típico da cidade; a dimensão próxima, doméstica, carinhosa da vida na ilha, que se opõe, em pleno, à sensação de abstração, de fluidez, de indiferença das grandes cidades.
· Extremamente angustiado na solidão perante uma realidade absoluta, Nuno Miranda revela que é o cabo-verdiano que respira nos seus versos.
· Assim, a poesia de Nuno Miranda, poeta absolutamente deslocado do seu meio natal, afastado, portanto, do verdadeiro pensamento de um homem crioulo, faz contrastar os espaços físicos e o desfasamento entre o ritmo e clima telúricos e o ritmo "mecânico" das cidades continentais.
· Deste modo, Nuno Miranda apresenta-se neste cenário literário como a voz de uma poesia que tem em si um compromisso real marcado: um homem, cujo espaço poético não se pode desmarcar de um espaço determinado, concreto e, realmente, delimitado, deve aceitar que o homem cabo-verdiano é um ser insulado, independentemente das características físicas do meio em que vive.



• Atividade literária: Academia Cultivar e revista Certeza, em 1944. Quase no fim da II Gurra Mundial, um grupo de finalistas do Liceu Gil Eanes em S. Vicente, com preocupações literárias e políticas, fundou a Academia Cultivar, na qual participaram os jovens estudantes que iriam ficar conhecidos como a geração da Certeza, (eles estavam os redatores e/ou articulistas) nome da revista que o grupo lançou e de que apenas saíram dois números, devido à intervenção da censura salazarista. Guilherme Rocheteau, Arnaldo França, Nuno Miranda, Tomás Martins, Filinto Menezes, Euclides Menezes, Orlanda Amarílis,Silvestre Faria, António José Fermino, José Joaquim Martins da Fonseca, Mário Lima, entre outros.



• Atividade literária: escritor e poeta.
Leia mais (em língua francesa) aqui.
NB: A página indicada faz parte de um "site qui est réalisé par Christophe Chazalon à partir de mai 2018".



• Atividade literária: foi colaborador no nº 5 da Revista CLARIDADE, em Set 1947, em Mindelo, (Nossa Srª da Luz) São Vicente, Cabo Verde. Claridoso da segunda vaga, tendo sido editor e colaborador da revista Claridade, números 4 a 7 (1937 a 1949), e fundador, editor e colaborador da Certeza - Folha da Academia (1944-1945)

NB-1: Apresentamos em seguida a capa e o índice do N.º 5 gentilmente divulgados por Joaquim Saial no seu site "Praia de Bote". Com a devida vénia, eis a seguir, um extrato do publicado por Saial (AQUI). Poderá consultar no "Praia de Bote" as capas e os índices dos 9 números da revista Claridade (1936-1960), que segundo Saial: "Fica assim aberto ao público o presente acervo, facilitador para quem estuda estes assuntos e que, ao que supomos, não existe noutro local da internet"
NB-2: todos cujos nomes comportam um link, têm uma página genealógica nesta árvore, acedida por esse link.

Propriedade do Grupo "Claridade"; Director: João Lopes; Editor: Nuno Miranda (com a habilitação legal) - Administração em S. Vicente de Cabo Verde; Composto e Impresso na Sociedade de Tipografia e Publicidade, Lda. - S. Vicente, Rua de Santo António [sem indicação de preço, agora com 44 páginas, o mais extenso até aí, e "mudado" para a característica Rua de Matijim...]
Textos e colaborações:
- Capa (de 1 a 10): Uma Experiência Românica nos Trópicos, de Baltasar Lopes [continuação do n.º 4]
- Página 11: Pura Saudade da Poesia, de Osvaldo Alcântara [Baltasar Lopes]
- Página 12: Deslumbramento e Ignoto Deo [poemas], de Osvaldo Alcântara
- Página 13: Rapsódia da Ponta-da-Praia, de Osvaldo Alcântara
- Página 14: Não era para Mim [poema], de Jorge Barbosa
- Página 15: Conquista e Liberdade [poemas], de Pedro Corsino Azevedo
- Página 16: Luz e Renascença [poemas], de Pedro Corsino Azevedo
- Página 17: Metamorfose [poema], de Aguinaldo Brito Fonseca
- Página 18: Oportunidade Perdida [poema], de Aguinaldo Brito Fonseca
- Página 19 a 31: Recaída I, António Aurélio Gonçalves [com indicação continua]
- Página 31: Noctívago [poema], de Nuno Miranda
- Página 32: Poema para tu Decorares, de Tomás Martins
- Página 33: A Conquista da Poesia [poema], de Arnaldo França
- Páginas 34 a 41: Interpretações. "Clarissa" e a arte de Erico Veríssimo (Das notas para um estudo sobre a obra do romancista), de António Aurélio Gonçalves [capítulo II, continuação do número anterior e com indicação de continua]
- Páginas 42 a 44: A Estrutura Social da Ilha do Fogo em 1940, de Henrique Teixeira de Sousa
- Página 44: Nocturno [poema], de Nuno Miranda



• Foto de corporação: com colegas bancários do BNU,,.
Na foto ao lado, as pessoas fotografadas estão identificadas por um círculo amarelo com um número a vermelho (ver os respectivos nomes na lista que se segue, sendo que os nomes com link são os das pessoas que têm uma página própria neste site):
1 - José Joaquim Martins da FONSECA
2 - Guilherme dos Reis ROCHETEAU Jr.
3 - António José FERMINO
4 - Aleixo Miranda
5 - Tomás Dantas MARTINS
6 - Silvestre Pinheiro de FARIA
7 - Franklin José Benoliel Lisboa SANTOS
8 - Nuno Álvares de MIRANDA
9 - Eduíno Brito Silva
10 - José Mateus Spencer
11 - Filinto Elísio de MENEZES
12 - José Euclides de MENEZES
13 - Mário LIMA
Fotografia reproduzida no artigo de Mário LIMA intitulado "Reflexões" (Artiletra. 24. Praia. Jan.-Jul. 1997)



• Foto - idade avançada:,. 1


imagem

Fontes


1 Site na Internet / Rede social (Facebook ou similar), > informação e/ou fotografia tornada pública por esta pessoa (ou por parente próximo) em site na Internet ou numa rede social. Extraída para esta página, na data que se indica a seguir. Data cit.: 7 Fev 2025. NB: a fotografia extraída da fonte poderá eventualmente ter sido recortada, realçada, retocada e colorida (se a branco e preto ou em tons de sépia) fazendo uso de programas que utilizam inteligência artificial.

Esclarecimentos do administrador deste site genealógico:

1) Por falta de um contacto (ou algumas vezes por descuido), não me foi possível pedir às pessoas a devida autorização para divulgar seus dados e/ou fotos neste site. A estas pessoas apresento desde já desculpas pelos eventuais constrangimentos causados por este procedimento, que não foi por indelicadeza, mas sim e apenas com intuito académico. Assim, aos que não desejariam conceder tal autorização, peço o favor de me contactarem com instruções a respeito (endereço electrónico incluso nesta página).

2) Este site tem também o propósito de recolher dados e correcções que permitirão aperfeiçoar o trabalho de pesquisa, pois certamente há de conter imprecisões. Assim, contamos consigo, e se quiser comentar ou solicitar o retiro, acrescento ou a troca de dados, documentos ou fotografias, sinta-se livre para me contactar (e-mail a seguir). Em muitas páginas não se encontram listados todos os filhos da pessoa apresentada. Nada impede de virem a ser paulatinamente acrescentados à medida que informações fidedignas nos forem fornecidas.

3) Em genealogia, os apelidos (sobrenomes) provenientes dos maridos das senhoras casadas, são omitidos nos nomes delas. Uma das razões: não criar dificuldades nas pesquisas em registos de nascimento.

4) Os nomes seguidos de um asterisco (*) são os dos ascendentes diretos de Jorge Sousa Brito. Assim, ao navegar a partir de um nome em linha ascendente e encontrar um nome com (*), saberá que este é dum antepassado comum de JSB e do portador do nome donde partiu.

5) Fotografias originais degradadas e/ou não a cores, vão sendo, após tratamento com ajuda de programas baseados em Inteligência Artificial, paulatinamente substituídas por versões com maior nitidez, tornadas coloridas e restauradas.

6) Nomes seguidos de um ® estão retratados por uma fotografia, uma pintura, um desenho, uma caricatura ou uma escultura de seu portador

7) A todos os que quiserem colaborar na construção desta árvore, convido igualmente a enviar informações, ficheiros e fotos para:

Emailjorsoubrito@gmail.com.

Pode procurar outros eventuais nomes nesta árvore utilizando a "box" a seguir:




Sumário | Apelidos | Lista de nomes

Esta página Web foi criada a 2 Dez 2025 com Legacy 9.0 de Millennia